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Entrevista: Lucas Azevedo, de Uma Universidade Americana Para a Gigante Usiminas

Publicado por Equipe Daquiprafora 7 Comentários

Belo Horizonte, MG — O mineiro Lucas Azevedo, de 24 anos, é mais um exemplo de brasileiro bem sucedido depois de formado no exterior.

Bom nadador desde pequeno, Lucas conseguiu bolsa para estudar e nadar na prestigiada Arizona State University. É bem verdade que a genética familiar também ajudou. Carlos e Paula, pai e mãe de Lucas, também foram nadadores e inclusive fizeram parte da seleção brasileira. Os dois também passaram por experiência nos Estados Unidos.

Em 2008, Lucas se formou com notas altíssimas em gestão de negócios, além de ter feito especialização em comércio exterior. Além de ótimo aluno, Lucas também conseguiu resultados expressivos dentro da piscina, sempre entre os melhores do time e da conferência.

De volta ao Brasil, não demorou muito para que Lucas conseguisse emprego na gigante siderúrgica Usiminas, onde é analista de exportação. O jovem é responsável pela comercialização, compra, venda, e relacionamento com o mercado estipulado.

Em entrevista concedida ao Daquiprafora, Lucas conversa bastante sobre as diferenças entre culturas e pensamentos entre brasileiros e americanos, além de falar também sobre sua vida de universitário.

DPF: Quais foram suas principais conquistas (Brasil e USA)?

LA: Nos EUA, fiquei em quarto lugar na conferência PAC 10, e fui Pac10 All-American também pela parte acadêmica. Fui NCAA All-American e fiquei em nono nas 1650 jardas no campeonato nacional. Estou ranqueado em terceiro na história da Arizona State nas 1650 jardas e nas 1000 jardas, e sexto nas 500 jardas. Recebi honrarias dá CSAA por ser o atleta com a quinta maior média de notas (GPA) dos EUA em 2006. No Brasil, ganhei medalhas nos campeonatos absolutos e fiz parte de seleções brasileiras de categorias juvenil e júnior.

DPF: Seus pais tiveram experiências fora do país. Você foi influenciado por eles a morar fora também?

LA: Cheguei a escutar alguns casos, mas meus pais não passaram tanto tempo fora. A experiência deles não me influenciou diretamente. Arrumei as malas sem nenhuma expectativa a não ser as minhas. Acho muito importante desligar-se das expectativas externas. As pessoas ao seu redor compartilharão suas conquistas e o apoiarão durante dificuldades, mas o objetivo e a vontade de agir devem partir do indivíduo. Viajei um ano e meio antes da faculdade e passei por dificuldades. Foi preciso estudar bem todas as variáveis que se associavam a cada obstáculo no caminho. Acho que se a escada não estiver apoiada na parede certa, cada degrau subido é mais um passo em direção ao lugar errado. Também foi preciso ter muita energia para fazer não somente o que eu queria, mas também o que era preciso. Ser um nadador universitário foi um processo de aprendizagem. Esperava que tudo fosse ser mais simples, hoje sou feliz por não ter sido. Eu aceitei o risco, superei as dificuldades, para depois colher as recompensas. Esse trabalho valeu a pena porque eu realmente acreditava ser importante aquilo que queria e gostava de fazer.

DPF: Como foi a sua adaptação lá? Teve problemas ou foi tranqüilo?

LA: Adaptar-se é ter maleabilidade para mudar a sua forma, mas ao mesmo tempo reter sua essência. Ou seja, além de adaptar suas atividades ao meio, quem está chegando precisa também ter o poder de adaptar parte do meio a suas atividades. Uma tribo selvagem consegue sobreviver no deserto aceitando as coisas como elas são. Já o povo civilizado, por exemplo, se adapta introduzindo a irrigação e procurando plantas e animais que suportem as condições, assim o deserto fica verde. O ambiente universitário americano oferece essa facilidade porque quase todos vão estar na mesma situação de adaptação, podendo ser moldados. Eu fui muito bem recebido por toda a equipe de natação, corpo docente, e funcionários da universidade. Eles também se adaptaram muito bem.

Não pode existir medo da adaptação. É um processo normal para todos na universidade. Depois do ensino médio os estudantes americanos saem da casa de seus pais. Muitos desses estudantes também saem de seus estados. Fico imaginando o garoto americano que sai do Sul bem conservador para um lugar diverso e liberal como NY ou a Califórnia. Ou o Indiano que vai para lá só para estudar. O atleta tem a vantagem de não chegar sozinho de para-quedas, ele já tem a equipe para recebê-lo. A minha facilidade veio de assumir uma atitude aberta, e sempre lembrar que nada é melhor ou pior. Não tive reservas face o que é novo e diferente e procurar adquirir novos conhecimentos e experiências sem querer rotular-me com alguma nacionalidade. Não ficava levantando a bandeira do Brasil, e nem tentava entrar debaixo da Americana. Não adianta ficar no seu canto ou querer atravessar para o outro lado da ponte, o melhor que pode ser feito é encontrar as pessoas no meio do caminho, pensando nas semelhanças e não nas diferenças.

DPF: Você tinha bons resultados e boa estrutura para treinar aqui no Brasil antes de ir. Como você faz uma comparação da estrutura que tinha aqui com a estrutura que tinha lá nos EUA?

LA: É mais fácil dar continuidade aos estudos nadando nos EUA. Você também se compromete a representar a sua equipe na sala de aula. Se você não está dentro da média mínima, você não compete. Só que, ao mesmo tempo em que eles cobram, também oferecem toda possível. A escola quer um bom resultado no esporte, e o esporte quer que você vá bem na escola. Depois de formado, até hoje ainda recebo boletins de eventos, feiras, oportunidades, coisas do tipo. É uma ação mútua para buscar o melhor para o individuo, tanto no momento quanto no seu futuro. Os grandes clubes do Brasil podem até ter estrutura física de treinamento parecida com a dos EUA, mas a estrutura e os recursos do Brasil estão muito engessados por aqueles que as utilizam. Não adianta nada você ter uma Ferrari e andar de primeira e com o freio de mão puxado. Já o mais importante, no meu caso, não está totalmente ligado a estrutura. A única estrutura que sempre precisei foi a minha família, uma piscina, e escola. Sei que isso não é a realidade da maioria brasileira, mas felizmente nunca tive necessidades de patrocínios e nem de remuneração financeira por parte de clube. Agora vejo que a diferença entre ir e ficar pode ser explicada na seguinte frase, “o sapo que vive em um poço não sabe o que é o oceano”.

A vida não é feita somente de conquistas. Ela também é feita de aprendizado e crescimento, e de desenvolvimento de qualidades que preparam a pessoa para lidar com situações futuras. Sendo assim, acho que nossos objetivos, além de “estrutura”, devem sempre incluir alguma coisa que nos amplie. Parte disso é libertar-se de do que é hábito, correr riscos, para ser capaz de criar algo que realmente lhe dê uma vantagem competitiva. Se ficar parada a pessoa é atropelada mesmo se estiver trilhando o caminho certo. A saída do Brasil, quando feita comprometida com o resultado, coloca o atleta em um ambiente em que ele é forçado a sair da sua zona de conforto. Ao estar longe a pessoa começa a dar mais atenção ao que está fazendo, e no porque de está fazendo aquilo. Ela fez um sacrifício grande e assumiu um risco ao se mudar, então quer ter a certeza de que está aproveitando o máximo. Isso tudo faz com que ele seja forçado a se mexer e realmente correr atrás de seus resultados, porque lá fora o trem que atropela não é lento como no Brasil.

DPF: Aproveitando o assunto. Em sua opinião, qual é a maior diferença entre a natação brasileira e a americana?

LA: Não gosto de rotular as coisas. Para entender a diferença entre o ESPORTE brasileiro e o americano é preciso um aprofundamento das culturas, dos valores, das relações sociais, institucionais, e do propósito que o esporte e o atleta têm em cada país. Acho que a natação de cada país é um reflexo do que cada um se propõe. Falando de uma maneira ampla, o atleta muitas vezes usa o esporte como meio de sustento de curto prazo e sonha com o dia em que salários elevados chegarão à natação. A remuneração por parte do clube passa a ser fator decisivo na decisão de onde treinar. Já nos Estados Unidos, o atleta pré-universitário paga para nadar no clube, ele paga porque considera isso um investimento. Se ele tiver bons resultados, poderá conseguir uma bolsa para uma boa universidade e assim melhorar seus resultados esportivos ao mesmo tempo em que utiliza o esporte como meio de obter sustento no longo prazo. Mas para fazermos essa comparação, temos que levar em conta também que a sociedade e o mercado de trabalho americano são muito mais competitivos e as pessoas saem de casa muito mais cedo. Nos EUA um diploma universitário virou algo comum, mas a tendência é que o mesmo aconteça no Brasil.

Faço a mesma comparação quanto aos profissionais envolvidos com o esporte. As oportunidades para eles são muito menores no Brasil. Há menos opções de clube e menos incentivo à inovação, pois o ambiente apresenta muito risco e não oferece retorno suficiente. A cultura brasileira também prega mais a tradição e é mais hierárquica do que a Americana, onde a mudança quase sempre é bem vista e as pessoas tendem a se ver mais próximas de suas autoridades. Portanto, há mais liberdade nas lideranças, mais autonomia e menos preocupação com a centralização do controle. Junte tudo isso e o indivíduo simplesmente têm medo de falhar, porque se não der certo, para onde ele vai? Muitas vezes ele nem tem a chance de sair debaixo da asa de seu superior e tentar a sua própria idéia. Sem tentativa não existe o sucesso. Dessa maneira fica difícil pensar “fora da caixa” e a tendência passa a ser repetir fórmulas cansadas, sempre um passo atrás.

Finalmente, e isso é uma opinião pessoal, acho que a natação Brasileira é fresca. Estamos sempre preocupados com o que não temos e com o que deveríamos ter. O atleta de clube Americano paga para nadar, e o universitário é proibido de receber qualquer ajuda financeira, e o já formado tem que dar um jeito de se sustentar e continuar nadando.

No próprio clube em que treinava no Brasil, já escutei de técnicos e atletas que nunca iríamos ganhar enquanto não houvesse dinheiro para chamar atletas. Que tipo de mentalidade é essa? O atleta e o técnico deveriam cobrar de si mesmos. Contar com eles mesmos e com sua equipe. Se os atletas forem embora, formam-se outros. E se o trabalho for bom e diferenciado, eles nem vão chegar a ir embora. Isso se chama confiança. Confiança é sentir-se satisfeito com quem é o que você é; se estamos sempre reclamando, não temos confiança, e sem confiança não tem como realmente tentar. O Cielo mostra como a confiança faz a diferença. Em Atenas, o revezamento sul-africano mostrou o poder de um objetivo, não foi preciso ninguém de fora para cair na piscina. Foram quatro pessoas que visualizavam uma vitoria e se responsabilizaram for fazê-la acontecer. Nos EUA, atletas Americanos mostram na sua presença e atitude, como a confiança faz a diferença, às vezes até demais. Além disso, a faculdade americana não tem a facilidade de trocar de atletas toda hora, ele tem de lapidar o capital humano que tem.

DPF: Com relação ao nível de competição, treinos, companheiros de time e dos treinadores. Qual é a sua opinião com relação ao nível dessas coisas?

LA: O nível de competição é mais elevado nos EUA principalmente nas universidades, onde se cria um ambiente de equipes e rivalidade que chega a parecer com os clubes de futebol. A freqüência das competições também é muito maior. A competitividade americana é uma coisa impressionante. Eles querem ser o melhor em tudo, tem especialista em tudo. Isso é bom para o esporte, e contagia.

Tive ótimos companheiros de equipe nos dois lugares. Tenho ótimos amigos no Brasil e ótimos amigos nos EUA. Tem gente boa em todo lugar, e tem chato em todo lugar também.

Quanto a treinadores acho ser um ponto mais sensível. Existem bons profissionais nos dois lugares. Não estou envolvido com o meio dos treinadores, mas a impressão que tenho é que exista maior volume de pesquisas acadêmicas fora do Brasil, e de todas as áreas aplicando-as ao esporte. Também acho que exista um número maior de profissionais e mais equipes nos EUA, e, portanto atletas distribuídos por todos os cantos. Por isso eu acho que se gere mais conhecimento prático lá fora, pois existem mais filosofias.

Há também mais abertura e facilidade de distribuição dessa informação. Lá fora, o treinador não tem medo de compartilhar seu trabalho com total transparência porque tem a consciência que vão receber conhecimento em troca, e que tem muito que aprender com todas as pessoas. Aqui é bem mais político. Estamos verdes quanto a clinicas, eventos, publicação de livros, etc. Estamos verdes também na transparência, não sei por quê. Acho que isso é uma herança mesmo porque ocorre em todos os meios, no esporte, na política, na justiça, nos negócios… acho que pode ser também porque as pessoas têm medo de perder o diferencial ou de se fazerem vulneráveis ao dando informação demais. Pode ser até por certa arrogância de acreditar que não há muitas pessoas com quem possam aprender. Mas essa falta de transparência, de abertura da informação, prestação de contas, etc, é algo que é fraco na maioria dos setores do Brasil.

Acho também que as vezes a política do esporte brasileiro limita o profissional, tem muita gente boa no Brasil que está com muita vontade e conhecimento, mas não tem os meios para exercitá-los.

É muito comum em universidades americanas que nadadores de ponta se utilizem da estrutura das universidades para treinar. Michael Phelps (que treinou por muito tempo em Michigan), Cesar Cielo, Ryan Lochte, Kosuke Kitajima, dentre muitos outros. Você encontrava nadadores renomados frequentemente lá nos EUA?

Vários atletas de pontas são também atletas de universidades. Em Pequim, a maioria dos atletas da seleção americana era de equipes universitárias, o resto eram atletas que já haviam se formado, como Aaron Piersol, o (Jason) Lesak ou o Lochte. A maioria das faculdades costuma ter um clube que funcione na piscina para os atletas treinarem no período de recesso. Encontrava muitos nadadores principalmente nas competições abertas, e você acaba conhecendo através dos amigos.

DPF: Há quem diga que a educação nos EUA não é tão puxada como no Brasil. Em termos de nível educacional, que comentário você faz sobre a universidade americana?

LA: Apesar de não ter estudado no Brasil, acho que o ensino aqui pode até ser considerado mais “puxado”, já que vejo muitas pessoas pegando prova especial ou passando com notas próximas da média. Mas acho que “puxado” não é um fator relevante na educação. Você precisa dar chicotada quando acredita que a pessoa tem repugnância intrínseca para o trabalho. Se acreditar nessa tendência humana de fugir do trabalho ai você tem que obrigar as pessoas à força. Nesse caso você acharia “puxar” como uma coisa boa. Essa é uma forma de pensar obsoleta.

Já se é melhor ou pior eu realmente não tenho como afirmar. O que posso é levantar informações: uma rápida pesquisa na internet me mostrou que no ranking das melhores universidades do mundo, há 18 americanas no top 50 contra nenhuma brasileira. Vi também que as faculdades mais citadas em estudos e artigos são americanas, ou seja, são as referencias e fonte de conhecimentos mais utilizados. A diversidade cultural na faculdade Americana é maior, o que significa que mais pessoas do mundo todo estão buscando a oportunidade, consequentemente trazendo mais conhecimento de várias partes do mundo. Sei também que o orçamento das escolas públicas Americanas é maior, as escolas particulares então nem se fala, o que significa mais dinheiro para pesquisas e mais recursos em geral. O investimento de pessoas, empresas, e governo americano também é maior. Por exemplo, muitas das coisas utilizadas pelo exército americano foram desenvolvidas em universidades, a própria internet e o celular surgiram como resultado de pesquisas universitárias patrocinadas pelo exército americano. O investimento em pesquisa é pesado. Também escuto muitos casos negativos sobre professores e freqüência nas escolas publicas do Brasil. A meu ver a faculdade Americana também oferece mais estrutura para receber o aluno, o próprio sistema é mais flexível e acolhedor para o atleta.

A diferença entre ser puxado ou não pode estar no fato de que nos EUA a cobrança e os sistemas de avaliação não são como se você fosse moleque. Eles partem da premissa que o aluno não está lá para malandrar. A dinâmica das aulas também é diferente, o professor sendo mais um parceiro dos alunos, e não uma figura de autoridade.

O sistema Americano não é perfeito, mas lá você vai ter todas as suas aulas, não vai ter greve, vai ter incentivos para por em pratica seu conhecimento, vai ter seu horário formulado ao redor de seus treinos, vai ter os professores que são mais citados por estudiosos do mundo todo, e vai integrar instituições que são parte de um sistema que tem dominância em um ranking mundial. Terá tudo isso está lá para ser utilizado, mas é claro que com um “jeitinho brasileiro” você realmente faz o mínimo e termina seu curso sem achar “puxado”. A oportunidade está disponível para todos, tudo que a pessoa tem que fazer é agarrá-la.

O nível de inglês necessário para passar nos testes é uma coisa que às vezes desanima as pessoas que pensam em estudar fora. Pelo que você viu lá, é possível que uma pessoa que saiba pouco inglês consiga notas para ingressar na universidade e até mesmo vá bem nas aulas lá nos EUA?
O sistema é menos puxado! Brincadeiras a parte, é possível. Dentro da faculdade, todos são compreensivos e entendem que você não tem o inglês como a primeira língua. Existem tutores e mentores caso estiver com dificuldades. Todo o professor tem horários em suas salas à disposição dos alunos. Atletas são atendidos com exclusividade no departamento esportivo. Não é de interesse do departamento que o atleta tire notas ruins. Acho que se você entrar no site das universidades irá encontrar os valores e missões dos departamentos atléticos, ouso arriscar que todos incluem garantir as condições para o sucesso do aluno. Falando especificamente do inglês, ao entrar na faculdade você faz novo teste e dependendo do resultado você entra nas aulas de inglês para estrangeiros.

Porém, deixo aqui o meu conselho. Várias vezes eu citei iniciativa. Aqui não é diferente. O sucesso que você tem é definido pela sua atitude. As provas para ingressar (TOEFL e SAT) são aplicadas bem antes da data de início das aulas. Use esse tempo para praticar, faça aulas, assista filmes, leia um livro em inglês, leia noticias em inglês, faça o que preferir. Faça o mesmo nos EUA, leia. É a melhor maneira de aumentar seu vocabulário. Converse, é a melhor maneira de perder a inibição e ganhar fluência. Aproveite a sua faculdade ao máximo, o conhecimento disponível nas instituições é enorme. Isso é até um exercício de força de vontade. Vai ser preciso aprender a correr atrás das coisas em vez de esperar que façam por você.

DPF: Hoje em dia você trabalha na Usiminas. A sua formação americana contribuiu muito para isso, em sua opinião? Qual foi a coisa mais positiva que ter estudado nos EUA te trouxe, em sua avaliação?

LA: Minha formação contribuiu bastante. Diria até que foi o diferencial para conseguir um emprego. Por ter estado ocupado com o esporte, eu não tive tempo de fazer um estágio, o que deixa um vácuo no currículo em termos de experiência profissional. Nos EUA, esse vácuo é preenchido pelo esporte, mas infelizmente no Brasil o esporte não tem o mesmo peso no currículo. Lá ser um atleta de faculdade é um diferencial enorme no currículo, inclusive existem feiras de carreira na própria faculdade exclusivamente de empresas procurando atletas. Eles reconhecem os valores e aprendizado que se consegue na vida de atleta. Como o cargo é na área de exportação a fluência e experiência fora do Brasil pré-requisitos, ajudou nisso também.

DPF: Do que você sente mais falta da vida de universitário?

LA: Dá vida universitária eu sinto falta dos meus amigos e de ver certo rostos enquanto circulo no meu dia a dia. Sinto saudade de pessoas e de lugares aonde ia com elas. As minhas experiências e o estilo de vida eu guardo com muita felicidade e orgulho no meu coração, certo de que valeram a pena. Uso-as para me nortear, mas não sinto falta porque estou em outra fase da minha vida onde também sou muito feliz.

7 Comentários

  1. Alex Pussieldi disse:

    Mais um exemplo de sucesso e que deve ser seguido de modelo pelos jovens atletas. Parabens Lucas, somos todos orgulhosos de seu sucesso.

  2. Atleta completo tem de ser assim! Bom n´água e bom fora d´água
    - Parabéns Paula e Carlos! – Sucesso para o Lucas!!!

  3. Eduardo Henrique Domingues disse:

    Parabéns ao atleta e profissional Lucas Azevedo. 1o – pelo exemplo de cidadão; 2o – pelo sucesso na vida esportiva e; 3o – pela conquista profissional, três determinantes de sucesso que não se atrelam em qualquer um. O habitual é um dar lugar ao outro e o Lucas soube lidar com todas as adversidades. SUCESSO NA PROFISSÂO

  4. Alvaro Taba disse:

    Lucas,
    Parabéns por toda crença enquanto nadador e obrigado pelo exemplo.

    Gostaria que me enviasse um email, pois gostaria muito de perguntar, mais coisas de sua nova vida!!!!

  5. Lucas Azevedo disse:

    Obrigado a vocês pela chance de atingir tantas pessoas que buscam informações a respeito do caminho que vocês do Daqui pra Fora oferecem.

    Espero que minhas palavras ajudem (pelo menos um pouquinho) os interessados a tomarem uma decisão ainda mais esclarecida, e outros a buscarem maiores informações junto a vocês.

    Se precisarem de algo, me avisem.

    Agradeço também os comentários ai em cima,

    Taba vou te enviar um e-mail. Fiquei muito feliz ao ler seu nome.

    Grato, Lucas

  6. André Cordeiro disse:

    Parabéns ao Lucas,

    ótima entrevista com excelentes, pertinentes e precisas metáforas para ilustrar as ricas vivências deste jovem e predestinado rapaz.
    Desejo tudo de bom e quero dizer que me emocionei muito no seu último dia de competição, você deve se lembrar … mas estou muito feliz pois se inicia mais uma etapa, com mais desafios em que o conjunto de experiências que você acumulou ao longo destes anos como atleta e estudante serão imprescindíveis para as conquistas que virão.
    Estarei sempre torcendo, para que continue com esta coragem e força de vontade para buscar mais sabedoria e por consequênsia êxito na sua nova caminhada.
    Valeu Lucão!!!
    um forte abraço!!!
    orgulho de ser minastenista!!!
    André Cordeiro.

  7. Cristiane Zimmermann disse:

    Lu, parabéns novamente por esta nova etapa da sua vida.
    Com certeza, é sempre muito válido todas as experiências que nos tiram da zona de conforto e nos levam a crescer. De maneira madura e objetiva como foi seu exemplo.

    Não só como atleta, mas você sabe que minha admiração e respeito por você é muito mais além de quem um dia soube aproveitar uma oportunidade e faze-lá valer a pena!

    Você realmente é um grande exmplo como atleta, como profissional, como pessoa, como amigo.

    Sucesso sempre.

    Um abraço,
    Cristiane Zimmermann

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